sábado, 15 de março de 2014

Todos que tiverem um tempinho livre e gostarem de fazer pesquisas científicas, é só entrar em contato com a gente!


Espero que possam nos ajudar

Estou agradecido desde já!

Obs.: As vagas são para a página do INPC (Instituto de Pesquisas Científicas) no FACEBOOK.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Meteorito que caiu na Rússia era parte de asteroide já conhecido


Um novo estudo mostra que o meteorito que caiu na cidade russa de Chelyabinsk no início do ano não era totalmente desconhecido. O objeto pode ter sido um dos inúmeros fragmentos do asteroide 2011 EO40, detectado dois anos antes e que ainda está orbitando o Sol.

Meteoro da Rússia

No dia 15 de fevereiro de 2013, uma super bola de fogo rompeu o céu da pequena cidade de Chelyabinsk, na região central da Rússia, provocando uma violenta onda de choque que destruiu diversas construções e deixou centenas de pessoas feridas. Esse foi o maior acidente provocado por uma rocha espacial a atingir a Terra desde o evento de Tunguska, em 1908.
A queda do meteorito levantou uma série de suspeitas de que o objeto poderia ser algum fragmento pertencente ao asteroide 2012 DA14, que naquele mesmo dia fez uma aproximação verdadeiramente rasante do nosso planeta. No entanto, a órbita do asteroide e o ângulo de entrada do bólido eram completamente diferentes e essa possibilidade foi logo afastada.
Agora, utilizando métodos estatísticos e diversas simulações em computadores, os pesquisadores Carlos e Raul de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madrid, concluíram que a rocha de 10 mil toneladas que atingiu Chelyabinsk pode ter como origem o asteroide 2011 EO40 de 200 metros de comprimento, que já havia sido detectado dois anos antes e era classificado pelos cientistas como "Potencialmente Perigoso".

Para chegar a essa conclusão, a dupla de pesquisadores simulou diversas orbitas hipotéticas que cruzassem o caminho da Terra no momento da queda do meteoro. Em seguida buscaram na base de dados os asteroides que se encaixavam dentro dessas orbitas e encontraram como candidatos mais prováveis os objetos 2011 EO40 e 2007 BD7, sendo este último posteriormente descartado.
De posse desses dados, os irmãos Fuente Marcos simularam a desintegração de um objeto com o tamanho de 2011 EO40 e através do método estatístico conhecido como Monte Carlo concluíram que o asteroide poderia produzir fragmentos similares ao que atingiu Chelyabinsk, inclusive com hora e ângulo de impacto compatíveis.
2011 EO40 é um asteroide de 200 metros de comprimento pertencente à classe Apolo, cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra e portanto são candidatos potenciais a uma colisão com nosso planeta.
Se as afirmações dos Fuente Marcos estiverem corretas, 2011 EO40 não é uma rocha sólida, mas um aglomerado de fragmentos muito frágeis que ainda estão orbitando o Sol.

Na opinião dos cientistas, somente com novas observações será possível afirmar se 2011 EO40 pode ainda oferecer risco de novas colisões.
Para Jorge Zuluaga, que também vem estudando o impacto de Chelyabinsk junto à Universidade de Antioquia, na Colômbia, 2011 EO40 não representa mais ou menos risco que os outros objetos potencialmente perigosos já catalogados, mas que serão necessários novos estudos e observações para afirmações mais conclusivas.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Telescópio registra primeira imagem de região misteriosa do Sol


Quando telescópio solar IRIS apontou pela primeira vez suas lentes em direção ao Sol, os cientistas espaciais quase não acreditaram. A qualidade das imagens não tinha precedente e mostrava com impressionante clareza e nitidez a camada mais profunda e desconhecida da coroa solar.

Imagem de satélite mostra zona de interface do Sol
Assim que o telescópio foi apontando para o Sol no dia 17 de julho, o único instrumento a bordo do satélite começou a cumprir sua missão e passou a observar a camada mais baixa da cora solar, chamada zona de interface.
As primeiras imagens enviadas pelo experimento mostravam uma vasta gama de estruturas entrelaçadas que jamais haviam sido observadas, revelando os enormes contrastes de densidade e temperatura desta região e nos gigantescos loops coronais que se desenvolviam em áreas vizinhas, algumas centenas de quilômetros ao lado.
As cenas também mostravam pontos que brilhavam e esmaeciam rapidamente, em uma demonstração visual ímpar de como a energia é transportada e absorvida nesta camada da baixa atmosfera solar.

Alta Resolução
Apesar de existirem diversos telescópios espaciais que observam o Sol 24 horas por dia, as imagens da missão IRIS têm como objetivo registrar bem de perto a chamada "região de interface", uma zona com cerca de 6 mil km de espessura que os cientistas entendem como o ponto chave da transferência de energia da extremamente quente coroa solar.
As imagens geradas pela missão têm resolução de 240 km, o que significa que cada pixel corresponde a uma porção de 240x240 km na superfície observada da estrela.
Para se ter uma ideia de quanto isso é bastante, basta comparar as imagens mostradas acima e que retratam a mesma região do Sol. À esquerda vemos a cena observada pelo moderníssimo satélite SDO da Nasa, enquanto à direita vemos a imagem obtida pelo instrumento solar IRIS, um misto entre telescópio ultravioleta e espectrógrafo. A diferença de qualidade é impressionante.

Telescópio e Espectrógrafo
A luz que atinge o instrumento IRIS (Interface Região Imaging Spectrograph) é dividida em dois componentes, sendo que o primeiro, em ultravioleta, fornece as imagens na resolução mencionada, enquanto o segundo segue em direção ao espectrógrafo, que "parte" a luz em diversos comprimentos de onda e gera as chamadas linhas espectrais.
Cada uma das linhas é analisada separadamente, o que permite medir a quantidade de energia em cada parte do espectro. Isso capacita os pesquisadores a conhecer a temperatura, velocidade e densidade em cada região explorada, além de fornecer as pistas necessárias para entender como a energia é transportada no interior da região de interface.
Para os pesquisadores, a compreensão dessa região vai ampliar o entendimento da coroa solar e como ela afeta todo o Sistema Solar, pois é ali que parte da energia do Sol vaza e alimenta ainda mais o vento solar, uma espécie de fluxo de partículas carregadas que sopra continuamente da estrela.

domingo, 28 de julho de 2013

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Obs.: O INPC fará uma matéria sobre os planetas!

domingo, 17 de março de 2013


Imagens do Sol

Tempestades Geomagnéticas
Previsão para 17/03 até 19/03 

A tabela a seguir mostra a previsão de ocorrência de tempestades geomagnéticas nas latitudes médias e altas nas próximas 72 horas. 

INTENSIDADELatitudes MédiasLatitudes Altas
24 h48 h72 h24 h48 h72 h
ATIVA30%30%05%05%15%15%
MENOR35%10%01%20%30%10%
MAIOR20%01%01%70%40%05%

Dados Atuais - 18:15 BRT
A velocidade do vento solar medida pelo satélite SOHO é de 561 km/s. O número de manchas solares informado é de 90 para um fluxo solar de 126.

561 km/s

Fluxo de Raios-X

Explicação
A linha vermelha exibida no gráfico mostra o Fluxo de Raios X registrado pelo satélite GOES-14 no comprimento de onda entre 1 e 8 angstrons. Dentro desta região do espectro, os flares solares produzem picos que permitem classificar a intensidade da tempestade solar.
Picos superiores a 10-5 já são considerados tempestades. Maiores que 10-4 são tempestades de classe X, bastante intensas.
Do lado direito do gráfico existe a correlação entre o fluxo de raios X e os flares solares. Flares de Classe X podem provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias.
As rajadas da Classe M são de tamanho médio e também causam blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Rajadas de Classe C ou inferiores são fracas e pouco perceptíveis aqui na Terra.
O gráfico é atualizado a cada 3 minutos.

Índice KP da Atividade Solar

Explicação
O gráfico acima mostra o Índice KP de atividade solar e é atualizado a cada 3 horas.
Os valores são derivados do tradicional Índice K, informados por uma série de magnetômetros instalados principalmente no Canadá e EUA. O índice retrata diretamente a intensidade do fluxo solar e as perturbações causadas na alta atmosfera terrestre, principalmente a ionosfera.
O Índice KP varia conforme a hora do dia, época do ano e também com a posição da Terra em relação ao Sol. Também existe relação direta com a quantidade de manchas solares. Quanto mais alto o índice, mais ruidoso está o Sol e mais radiação ionizante atinge a Terra.
Quando o índice KP está abaixo de 5 as condições da ionosfera estão quietas. Acima desse número já ocorrem tempestades geomagnéticas, sendo que números acima de 6 já são considerados preocupantes e diversas empresas e instituições são alertadas sobre a possibilidade de interferências e danos em equipamentos.


MAGNETÔMETRO CÍRCULO POLAR ÁRTICO
O gráfico acima mostra 3 dias de leitura das variações do fluxo magnético registrado pelo magnetômetro localizado em Gakona, no sudeste do Alasca. O instrumento é mantido pelo Instituto Geofísico da Universidade do Alasca e operado pelo observatório ionosférico HAARP.Os três traços representam as componentes ortogonais do campo magnético terrestre:
  • Componente H - traço preto: positivo sentido Norte
  • Componente D - traço vermelho: positivo sentido leste
  • Componente Z - traço azul: positivo sentido nadirAs tempestades geomagnéticas são normalmente detectadas na forma de variações no fluxo do campo magnético terrestre, expressas em nanoteslas (nT).

  • Previsão da Atividade Solar Futura

    Explicação
    Este gráfico, atualizado mensalmente, mostra o progresso e a previsão da atividade solar ao longo dos anos.
    O eixo vertical indica o fluxo solar no comprimento de onda de 10.2 cm (2800 MHz). Esse número varia dentro de uma margem que vai de 60, quando não há manchas solares, até até 300, quando o Sol apresenta muitas manchas.
    O eixo horizontal é o progresso da atividade ao longo dos anos, desde o passado até o atual momento e se estende por diversos anos no futuro.
    A linha vermelha mostra a previsão da atividade futura, baseada em dados históricos coletados até o mês anterior ao atual.
    Conclusão
    Baseado na atual previsão, informada no topo do gráfico, vemos que o pico da atividade solar do ciclo atual ocorrerá em maio de 2013.
    Os valores calculados mostram que o fluxo solar ficará entre 132 e 150 , com o máximo previsto de 100 manchas solares .


    Utilizando os dados e imagens
    Os dados e imagens apresentados permitem ao interessado conhecer de imediato as condições solares e sua interferência aqui na Terra.
    Uma simples olhada no índice KP fornece uma visão bastante precisa da instabilidade da ionosfera. Usado em conjunto com a tabela ao lado é possível estimar as possíveis consequências que o bombardeio de partículas solares é capaz de produzir.
    Observando o gráfico vermelho do fluxo de raios-x, o usuário também poderá prever o comportamento da ionosfera nos próximos dias. Picos prolongados atingindo a classe M e X provavelmente farão o Índice KP subir entre 48 e 72 horas. E quanto mais rápido o vento solar, mais rápidamente as partículas estarão viajando e mais rápido se chocarão contra a alta atmosfera.
    Além disso, as imagens do coronógrafo Lasco C2 e C3 proporcionam um verdadeiro espetáculo, com os planetas e estrelas sempre cruzando o campo de visão do instrumento.

    quinta-feira, 14 de março de 2013


    Vulcão



    Vulcão
    Vulcão  é um ponto da superfície terrestre por onde o material fundido (magma), gerado no interior da terra e, ocasionalmente, material não fundido são expelidos. Estes materiais se acumulam ao redor do centro emissor, dando lugar a relevos com morfologias diferentes. De acordo com esta definição, um vulcão não representa unicamente uma morfologia (em formato de cone ou montanha), mas é o resultado de um complexo processo que inclui a formação, ascensão, evolução, emissão de magma e depósito destes materiais. O estudo dos vulcões e seus fenômenos é a vulcanologia.
    Os vulcões são uma manifestação superficial da energia interna da Terra. A temperatura e a pressão são incrementadas na medida em que nos aproximamos do interior do planeta, alcançando uma temperatura de 5000°C no núcleo. O efeito combinado da temperatura e da pressão em diferentes profundidades provoca um comportamento diferente que se estruturam em diferentes camadas.
    Alguns vulcões são mais ativos do que outros. Pode se dizer que alguns estão continuamente em erupção, pelo menos no presente geológico. O Stromboli, situado nas Ilhas Lípari, na Itália, tem estado ativo desde a antiguidade. O Izalco, em El Salvador, está ativo desde sua primeira erupção, em 1770. Outros vulcões ativos de maneira constante estão numa cadeia, chamada Cinturão de Fogo, que rodeia o Oceano Pacífico. Na Cordilheira dos Andes, estima-se que existam mais de 60 vulcões que podem ser considerados ativos.
    Muitos outros vulcões, como o Vesúvio, permanecem em um estado de atividade moderada durante períodos mais ou menos longos e depois repousam durante meses ou anos. A erupção, depois de um período de latência, costuma ser violenta, como aconteceu com o monte Pinatubo, que, depois de seis séculos, teve uma violenta erupção.
    Lava
    Em uma erupção violenta de um vulcão a lava está carregada de vapor e outros gases, como dióxido de carbono,hidrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre, que escapam da massa de lava expelida nas grandes explosões, ascendem formando uma turva e densa nuvem, estas nuvens descarregam, muitas vezes, chuvas copiosas. Porções grandes e pequenas de lava são expelidas em direção ao exterior, e formam uma fonte ardente de gotas e fragmentos classificados como bombas, brasas ou cinzas, segundo seus tamanhos e formatos.
    A enorme quantidade de energia liberada durante uma erupção explosiva pode ser avaliada em função da altura que as rochas e cinzas são projetadas. Há relatos de que as cinzas do Krakatoa, na Indonésia, foram lançadas a uma altura de 27 km, em 1883. As nuvens de vapor e poeira assim expelidas podem produzir efeitos atmosféricos e climáticos duradouros.